Costa disponível para contar com Roseta e Sá Fernandes

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), mostrou hoje disponibilidade para contar com os vereadores Helena Roseta e Sá Fernandes, eleitos por movimentos independentes, na sua lista de recandidatura às autárquicas deste ano.

O autarca socialista falava aos jornalistas depois da tomada de posse das comissões instaladoras das novas freguesias da cidade e admitiu que gostaria de contar com os vereadores num próximo mandato.

"O que vos posso dizer é o mesmo que disse a vereadora Helena Roseta ontem [terça-feira]", afirmou António Costa, acrescentando que também está a negociar a presença de Sá Fernandes, atualmente vereador com o pelouro do espaço público, na sua lista.

A vereadora da Habitação da Câmara de Lisboa, eleita em 2009 nas listas do PS, anunciou na terça-feira a sua disponibilidade para continuar o trabalho feito na capital e disse que ainda está a negociar com o presidente da autarquia as "condições políticas e financeiras" para o fazer.

"Eu gostava de dar continuidade [ao trabalho feito], mas temos de ter condições. Quais, ainda é cedo para saber. Estamos em conversações com o presidente da Câmara de Lisboa", disse Helena Roseta, no final de um balanço sobre políticas de habitação em Lisboa neste mandato.

Questionado pelos jornalistas, António Costa recusou dar mais indicações quanto às negociações entre os vereadores eleitos por movimentos independentes nas listas socialistas, adiantando apenas que "ainda há seis meses do atual mandato pela frente" e que "é cedo" para ter respostas.

Helena Roseta e Nunes da Silva (vereador da Mobilidade) foram eleitos pelo movimento Cidadãos por Lisboa e Sá Fernandes pelo movimento Lisboa é Gente nas eleições autárquicas anteriores. Todos eles integraram as listas socialistas lideradas por António Costa.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.