Centenas de anónimos evocam eurodeputado

Centenas de pessoas, a grande maioria anónimas, associaram-se este domingo à emotiva cerimónia de homenagem póstuma ao eurodeputado e dirigente bloquista Miguel Portas, protagonizada em Lisboa por amigos da política e da vida artística.

A evocação de Miguel Portas, que faleceu terça-feira na cidade belga de Antuérpia vítima de doença prolongada, realizou-se no jardim de inverno do Teatro São Luiz. Por questões de espaço, quem não teve ali lugar seguiu a cerimónia num écran gigante instalado no também sobrelotado salão nobre.

Os filhos André e Frederico Portas, o irmão Paulo, António Costa, Francisco Louçã, João Semedo, Marisa Matias, Ruben de Carvalho e a atriz Rita Blanco (que leu excertos escritos por Miguel Portas) foram os oradores da cerimónia, feita a pedido expresso do próprio eurodeputado e a que assistiu, no dizer do líder do BE, "gente de todas as famílias" de Miguel - com destaque para os pais e irmãos.

Mário Laginha, Aldina Duarte, Tito Paris, Khalil Ensemble, um vídeo de Zé Pedro (porque não podia estar presente), Mísia e Xana foram os artistas que subiram ao palco de uma cerimónia transmitida em direto via Internet.

Pelo meio foi exibido um filme sobre o "Miguel no Bloco", a que se sobrepuseram as palmas da assistência em duas ou três ocasiões - e que terminou com uma citação de Miguel Portas: "Não desisti de nada."

Antes, João Semedo concluíra o seu testemunho indicando aquela que terá sido a grande motivação de Miguel Portas na política: lutar "sempre pelos de baixo, sempre com os de baixo. Sem dúvidas, equívocos ou hesitações, sempre pelos de baixo."