CDU coliga-se com o PSD na câmara de Loures

O social-democrata Fernando Costa, eleito vereador pela coligação Loures Sabe Mudar, disse hoje que vai assumir o pelouro dos serviços jurídicos no executivo municipal liderado pelo comunista Bernardino Soares.

Em declarações à agência Lusa Fernando Costa confirmou a existência de "um acordo de princípio" de governação com a CDU, que venceu as eleições autárquicas e a coligação Loures Sabe Mudar, que integra, além do PSD, o Movimento Partido da Terra e o Partido Popular Monárquico.

"Há muitos pontos em comum nos dois programas autárquicos e isso facilitou o acordo. Tanto a coligação Loures Sabe Mudar como a CDU defendem uma gestão mais rigorosa e uma redução dos impostos municipais", justificou o vereador.

Da coligação Loures Sabe Mudar, além de Fernando Costa irá também assumir pelouros o vereador social-democrata Nuno Botelho, que ficará com as áreas do Turismo, Polícia Municipal, coordenação do Contrato Local de Segurança e serviços do veterinário municipal.

Contactado hoje pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares (CDU), remeteu esclarecimentos para um comunicado que irá emitir mais tarde.

Por seu turno, o PS, que elegeu quatro vereadores, e que geriu a Câmara de Loures nos últimos 12 anos, ficou de fora deste acordo.

"É um acordo estranho porque o PS nunca se pôs de parte. Houve algumas reuniões e propusemos à CDU um conjunto de áreas nas quais poderíamos dar o nosso contributo. Foi, pois, com espanto que fomos confrontados com esta decisão [da coligação com o PSD]", afirmou à Lusa o presidente da concelhia do PS, Ricardo Leão.

O antigo líder de bancada da CDU Bernardino Soares venceu as eleições autárquicas de setembro em Loures sem ter obtido a maioria absoluta.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Operação Marquês

Granadeiro chama 5.º mais rico do mundo para o defender

O quinto homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim Helú, é uma das 15 testemunhas que Henrique Granadeiro nomeou para serem ouvidas na fase de instrução do processo Marquês. Começa hoje a defesa do antigo líder da Portugal Telecom, que é acusado de ter recebido 24 milhões de euros do GES para beneficiar o grupo em vários negócios.