CDS quer celebrar 1º dezembro sem feriado

O CDS-PP quer promover uma discussão no Parlamento para que o dia da independência de Portugal, que deixará de ser feriado, seja celebrado com iniciativas nas escolas, nas missões diplomáticas, autarquias e governos regionais.

"Iremos propor um debate para que a Assembleia da República possa discutir a forma de celebrar, não obstante deixar de ser feriado, a data da restauração da independência de Portugal, dia 1 de Dezembro", disse o líder parlamentar democrata-cristão à Lusa .

De acordo com Nuno Magalhães, apesar de ser feriado, a restauração da independência "não era realmente celebrada nas instituições".

"O facto de, por força da emergência em que o país se encontra deixar de ser feriado, pode e deve ser uma oportunidade para passar a ser realmente celebrado ao nível das instituições e o CDS empenhar-se-á para que assim aconteça", defendeu.

Essa comemoração, afirmou, deverá envolver "as escolas públicas, as missões diplomáticas de Portugal no estrangeiro, como forma de envolver a diáspora e a comunidade portuguesa, e, respeitando a separação de competências, os governos regionais e autarquias locais".

"Portugal é o Estado-Nação mais antigo da Europa com fronteiras estáveis e, portanto, deve preservar e celebrar o valor da independência que é por si só importante, mas que deve ter um leitura dinâmica e contemporânea", afirmou.

"Nesse contexto, o esforço que o país está a fazer é, de certa forma, o esforço de poder reaver a independência, pelo menos do ponto de vista financeiro", sublinhou.

Apesar de respeitar "qualquer forma de regime e a celebração dessa data que assinala a instauração da República", feriado que também deixará de existir, o líder da bancada do CDS considerou que são "matérias diferentes".

"Uma tem a ver com a existência de soberania de um país, outra é uma questão do regime desse país ser uma monarquia ou uma república", disse.

Sem "quer estabelecer hierarquias entre feriados", Nuno Magalhães assinala que "a restauração da independência é uma questão prévia".

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