CDS nega cedência de Portas na "TSU dos pensionistas"

Fonte governamental disse ao DN que o CDS aceitou "excepcionalmente" a taxa nas reformas, mas o porta-voz do partido João Almeida veio dizer que "é falso"

[notícia atualizada com a declaração de João Almeida, do CDS]

A taxa, contabilizada para render cerca de 430 milhões de euros, substituirá em 2014 a CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade). Segundo fonte governamental, "o CDS aceitou que excecionalmente pudesse vir a ser considerada a introdução de uma contribuição de sustentabilidade sobre as pensões".

Mas João Almeida, porta-voz do partido de Paulo Portas, escreveu às 18.50 na sua página do Facebook, que "sobre a informação que foi posta a circular, dizendo que o CDS cedeu na taxa a aplicar aos pensionistas, só há uma coisa a dizer. É falso."

Outra fonte governamental concretizou que a "TSU dos pensionistas" constará no menu de medidas a apresentar à 'troika' para fechar a 7ª avaliação, mas com uma nota específica dizendo que o Governo procurará medidas alternativas para que não venha a ser necessário aplicá-la.

A mesma fonte adiantou que a inclusão da nova taxa sobre os pensionistas nos compromissos do Governo perante os credores resultou de forte pressão da 'troika' .

Há uma semana, Paulo Portas afirmou, a propósito desta taxa: "Num país em que grande parte da pobreza está nos mais velhos e em que há avós a ajudar os filhos e a cuidar dos netos, o primeiro-ministro sabe e creio ter compreendido que é a fronteira que não posso deixar passar."

O Conselho de Ministros emitiu uma nota oficial sobre a reunião de hoje dizendo apenas que "reuniu para se inteirar da conclusão dos trabalhos relativos ao 7º exame regular e confirmar as condições necessárias ao seu fecho, de modo a que o Senhor Ministro de Estado e das Finanças possa delas dar nota nas reuniões que amanhã se iniciam em Bruxelas, do Ecofin e do Eurogrupo".

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