"Cavaco Silva evitou a queda do Governo"

O Presidente da República evitou a demissão de Pedro Passos Coelho no passado domingo. A revelação foi de Morais Sarmento, esta noite, durante o seu programa semanal na RTP 1, no qual garantiu que Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, já conhecia há algum tempo a medida sobre a taxa sobre os pensionista e nunca se tinha oposto.

" Paulo Portas assumiu conscientemente uma posição que poderia causar a queda do governo", afirmou Morais Sarmento, explicando depois: "A decisão de Paulo Portas [recusa da taxa sobre os pensionistas], comunicada ao primeiro-ministro depois do governo já ter comprometido com a troika, criou uma situação impossível (...) E não fora o Presidente da República a tentar uma intervenção de consenso, com conversas com o primeiro-ministro Passos Coelho, com os parceiros internacionais e com Paulo Portas" o governo poderia ter caído. Segundo o social democrata, a medida da taxa sobre os pensionista não é da autoria do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, mas sim do secretário de Estado Carlos Moedas. "Ao contrário do que se pensa, não foi uma iniciativa de Vítor Gaspar. Começou a ser preparada pelo secretário de Estado Carlos Moedas um tempo antes da decisão do Tribunal Constitucional e era do conhecimento de Paulo Portas, que num primeiro momento não se opôs", salientou Morais Sarmento, considerando que Portas estava consciente que, ao recusar a taxa sobre os pensionista na altura e nos modos em que o fez, iria causar a rutura definitiva no governo.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.