Cavaco desconhecia envio de caças para a Roménia

Presidente ficou a saber pela imprensa que se preparava uma missão militar no estrangeiro ainda não aprovada

As autoridades romenas divulgaram o envio de aviões militares portugueses para o seu país, numa altura em que Cavaco Silva ainda desconhecia a missão. Esta situação acabou por provocar enorme mal-estar entre o Presidente da República e o governo de Passos Coelho, num episódio que acabou por, indiretamente, envolver a própria NATO.

O mau ambiente entre os dois órgãos de soberania surgiu quando o Palácio de Belém soube, pela imprensa, que as Forças Armadas iriam ser empenhadas numa missão externa sem que o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) a tivesse obrigatoriamente apreciado e aprovado. Pior, o Presidente ainda nem sequer tinha sido informado pelo chefe do governo, nas habituais reuniões semanais das quintas-feiras entre ambos.

O DN tentou confrontar a Presidência e o Ministério da Defesa sobre esta situação, mas até ao fecho desta edição não houve resposta.

O caso ocorreu no início do mês, quando o gabinete do presidente romeno Klaus Iohannis informou a imprensa de que o Conselho Supremo de Defesa da Roménia - equivalente ao CSDN - tinha aprovado "as propostas do primeiro-ministro relativas à entrada e permanência em território romeno, de maio a junho de 2015, de forças e meios pertencentes" à Força Aérea portuguesa.

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