Cavaco anfitrião de oito chefes de Estado em Braga

O ex-Presidente Jorge Sampaio, fundador do grupo em 2003, foi convidado por Cavaco Silva para orador do painel relativo à Imigração. Em dois dias nove chefes de Estado da UE debatem o futuro da Europa. Tudo a título informal.

Arrancou esta manhã em Braga o 10º Encontro Informal de Chefes de Estado do Grupo de Arraiolos, tendo o Presidente da República, Cavaco Silva, iniciado o dia com um pequeno-almoço de trabalho com o seu homólogo finlandês, Sauli Niinistö.

Ao longo de dois dias em Braga nove chefes de Estado da União Europeia vão debater o futuro da Europa, com especial destaque para os temas da Energia (em que o key note speaker será o presidente polaco, Bronislaw Komorowski), da Imigração (onde o antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, será o orador), e ainda "o papel da investigação e inovação na promoção do crescimento, da competitividade e na criação de emprego", a cargo do presidente do país da Nokia: Sauli Niinistö.

Antes do início da "cimeira", esta manhã Cavaco Silva ainda terá uma reunião bilateral com o seu homólogo búlgaro, Rosen Plevneliev. Isto porque o programa oficial arranca apenas ao início da tarde, quando vão começar a chegar ao Mosteiro de Tibães, em Braga, os nove chefes de Estado deste encontro informal. Presentes estarão Cavaco Silva (o anfitrião), Joachim Gauk (Alemanha), Heinz Fisher (Áustria), Sauli Niinistö (Finlândia), Janos Áder (Hungria), Andris Berzins (Letónia), Bronislaw Komorowski (Polónia), Rosen Plevneliev (Bulgária) e Toomas Hendrik IIves (Estónia).

O grupo de Arraiolos, um grupo informal criado em 2003 por Jorge Sampaio na vila portuguesa que lhe dá nome, volta assim a Portugal. Fonte da presidência explicou que uma vez que estava em causa o tema da imigração e que Jorge Sampaio é o fundador do grupo "o Presidente entendeu que fazia todo o sentido convidá-lo a participar".

O tema da Energia também ganhará especial relevância devido à conjuntura de crise da Ucrânia. A base do encontro, que reúne presidentes sem poder executivo na Europa, mantém, no entanto, o cariz de informalidade. O objetivo é não fazer "contra-poder" com as instituições comunitárias, daí que o grupo não tenha sequer estatutos nem exista formalmente.

Itália e Eslovénia, também membros do grupo, não estarão presentes neste encontro. Por outro lado, a Bulgária e a Estónia participam pelo segundo ano consecutivo com o estatuto de "convidados especiais".

O encontro termina amanhã com uma conferência de imprensa conjunta de todos os chefes de Estado. Pelo meio dos painéis de debate há algumas iniciativas diplomáticas, bem como momentos culturais, como um momento musical de Ana Moura.

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