Caso das dívidas de Passos está "entregue nas mãos dos portugueses"

António Costa deu hoje por "esclarecido" o caso das dívidas contributivas de Passos Coelho dizendo que agora "o caso está bem entregue nas mãos dos portugueses", que decidirão nas eleições.

Entrevistado na RTP 1, o líder do PS explicou porque razão não pediu a demissão de Passos: o Presidente sustenta-o e a maioria também. Mas, acrescentou, "os portugueses já perceberam tudo": a "indulgência" de Passos Coelho face a si mesmo e a "intransigência" face aos outros. Quanto ao mais, ele próprio, Costa, "detesta casos".

De resto, o líder socialista acentuou as suas diferenças face às políticas austeritárias da UE, dizendo acreditar que uma mudança em Portugal, e também em Espanha, provocará mudanças. "A mudança política em Portugal ajudará a mudar o xadrez na Europa", afirmou, acrescentando mais adiante que "a Europa está-se a matar com estas políticas".

Reafirmou, porém, que Portugal não se poderá apresentar na Europa "fechado numa única solução". E deu como exemplo a Grécia: apostou tudo na questão da dívida e agora o seu governo "vive num bloqueio entre o que prometeu e o que pode fazer".

Costa disse que o programa eleitoral do PS será apresentado dia 6 de junho e desvalorizou as sondagens que dão ao partido uma vantagem escassa sobre a maioria PSD/CDS: "Não se corre uma maratona como se fossem cem metros".

No caso de uma eventual vitória nas legislativas, deixou várias promessas: reposição integral dos salários da função pública e das pensões; aumento do salário mínimo; um programa de integração no mercado laboral de jovens qualificados; um programa nacional de reabilitação urbana que ressuscite o setor da construção civil; baixar para 13% o IVA da restauração; e "ajustar o défice à necessidade de investimento".

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