"Briefing das Finanças foi para desmentir Montenegro"

Marques Mendes diz que a promessa do líder parlamentar do PSD de que não haveria cortes causou desagrado. E que Passos Coelho recusou a saída de secretário de Estado que colocou o lugar à disposição.

"Nada disto sucedeu por acaso (...) e mostra o mal-estar que vai dentro da coligação", que revela "precipitação, descoordenação e insensibilidade social", afirma Marques Mendes. Mais ainda: "Não sei se esta gente é competente. O que sei é que não tem sensibilidade social." O ex-líder do PSD garantiu, ontem na SIC, que o "Ministério das Finanças não gostou e anulou a promessa do líder parlamentardo PSD" - "Não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões." E o briefing, assegura Mendes, "destinou--se a desmentir Luís Montenegro".

Outra novidade: o secretário de Estado José Leite Martins colocou o seu lugar à disposição depois do "brutal puxão de orelhas" de Passos Coelho e de Paulo Portas por ter antecipado a reforma do sistema de Segurança Social, causando alarme público. E vai sair? "Não", mas foi "desautorizado", ficando "fragilizado" e "nunca mais tem autoridade".

Já o Governo "reincidente na asneira (...) sai pior, mais degradado". Ou por outras palavras: "parece um elefante numa loja de porcelana".

Facto salientado por Marques Mendes é que Pedro Mota Soares (ministro do CDS) perdeu poder. "Quem devia liderar e coordenar uma reforma das pensões era o Ministério da Segurança Social. Afinal, quem está a tratar do futuro das nossas pensões é o ministério das Finanças", afirmou.

O ex-líder social-democrata deixou ainda uma garantia : "Reforma global no sistema de pensões não vai haver. Só remendos e paliativos".