Bloco vai apresentar pacote de medidas para financiar a economia

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, anunciou hoje que apresentará no Parlamento um pacote legislativo para estímulo ao financiamento da economia e frisou que os bloquistas apoiarão todas as mobilizações contra o Governo.

Catarina Martins falava em conferência de imprensa, no final da reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, o órgão partidário máximo entre convenções.

"Para dar resposta a uma necessidade urgente do país, o Bloco de Esquerda apresentará em breve um pacote legislativo para financiar a economia e garantir o emprego", disse a coordenadora e deputada dos bloquistas.

Na reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, segundo Catarina Martins, "foi decidido lançar um programa de trabalho para a construção de propostas em áreas setoriais, programa que culminará em duas iniciativas, uma sobre Estado social e serviços públicos, outra sobre financiamento ao Estado e à economia".

"Decidimos apoiar todas as mobilizações pelo derrube do Governo e pela afirmação de uma alternativa às políticas da 'troika', nomeadamente as jornadas marcadas pela CGTP para 16 de fevereiro e a manifestação convocada pelo movimento 'Que se lixe a troika' para o dia 02 de março", referiu a coordenadora do Bloco de Esquerda.

Catarina Martins adiantou, ainda, que a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda decidiu avançar com uma campanha de recrutamento de militantes "para potenciar um movimento de aproximação e de participação de mais cidadãos" nesta força política.

"Vamos ainda ter Jornadas Autárquicas do Bloco de Esquerda, no Porto, a 02 e 03 de fevereiro, sob o lema resgatar a democracia local e responder à emergência social", acrescentou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?