Bispo critica militares por falharem peditório

O bispo das Forças Armadas Januário Torgal Ferreira disse hoje, em Fátima, que um peditório organizado nas unidades militares e de forças de segurança do país falhou, criticando aqueles que não tiveram "pés para a maratona".

Na homilia da 31.ª Peregrinação Militar Nacional, Januário Torgal Ferreira revelou que o peditório pretendia recolher um euro por pessoa ou, em alternativa, 55 cêntimos, o custo de "uma garrafa de cerveja, pelo menos nalgumas unidades" militares e das forças de segurança.

"Só queria que cada unidade do País entregasse 30 euros. Não temos pés para a maratona (...), não conseguimos", disse o bispo das Forças Armadas, referindo que a recolha resultou em "algum dinheiro", cujo montante não revelou, entregue à Cáritas Portuguesa.

Aos jornalistas, à margem da cerimónia, o ministro da Defesa, Aguiar Branco, disse desconhecer a referência ao peditório feita por Januário Torgal Ferreira, assegurando que os militares "são um expoente da solidariedade".

"São sempre capazes de dar o melhor de si e, seguramente, que também nesta hora difícil que Portugal atravessa, têm sido um exemplo dessa solidariedade", frisou.

Já o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Saldanha Lopes, presente em Fátima em representação do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, não considerou uma crítica as palavras de Januário Torgal Ferreira, antes um alerta.

"Não considerei bem como uma crítica, considerei como o alertar para todas as necessidades", no espírito de solidariedade que disse existir entre os portugueses.

A peregrinação de hoje juntou algumas centenas de militares dos três ramos das Forças Armadas portuguesas e elementos das forças de segurança, GNR e PSP.

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