BE questiona crédito ligado a Luís Filipe Vieira

Bloco de Esquerda quer saber porque é que dívida de 17 milhões continua na esfera do Estado

O Bloco de Esquerda questionou, hoje, o ministério da Finanças, sobre o crédito de 17 milhões de euros concedido pelo BPN a uma empresa espanhola, a Transibérica, mas cujo resultado final foi a amortização de uma dívida por parte da Inland, empresa do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. O crédito estava, como o DN adiantou, colocado no BPN Ifi, sucursal do banco em Cabo Verde, mas após a venda desta ao BIC, o Estado, através da Parvalorem, assumiu a dívida.

"Porque decidiu o Ministério das Finanças permitir a cobertura desta dívida com dinheiros públicos? Considera o Executivo que promove uma política equitativa quando utiliza os impostos dos contribuintes para tapar os buracos fraudulentos dos grandes grupos económicos?", são duas das questões enviadas a Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, pela deputada Mariana Mortágua.

"Ao passar para os contribuintes as dívidas de mais um negócio mal explicado do BPN, o Governo concedeu um perdão fiscal unipessoal e claramente direcionado, num exemplo de favorecimento pessoal que tem o dedo do ministério das Finanças", acrescentou aina da deputada.

Tal como o DN adiantou esta semana, o Ministério Público, depois de uma queixa-crime apresentada pelo próprio BPN, em 2009, está a investigar suspeitas de burla num negócio que envolveu uma triangulação entre o banco, a Transibérica e a Inlanda. Representada por um sócio de Luís Filipe Vieira na Inland, a Transibérica fez um pedido de crédito ao BPN.

O dinheiro acabou por chegar à Inland, depois de uma compra de acções, e esta amortizou uma dívida de 20 milhões junto do BPN. Por sua vez, a Transibérica nunca pagou a dívida contraída.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.