BE quer ouvir Maria Luís, Moedas e chefes de missão da troika

Bloquistas entregam requerimento com mais de 40 nomes e pretendem chamar para audição, entre outros, Vítor Constâncio, Ricardo Salgado, Vítor Bento, Stock da Cunha, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Álvaro Sobrinho.

O BE apresentou esta quinta-feira, no Parlamento, o requerimento com a lista de individualidades que tenciona ouvir na comissão de inquérito à gestão do BES, pedindo, desde logo, a audição a vários responsáveis políticos: a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, o comissário europeu e ex-secretário de Estado Adjunto - responsável pela monitorização da aplicação do memorando de entendimento -, Carlos Moedas, e vários responsáveis da troika.

No documento a que o DN teve acesso, assinado pela deputada Mariana Mortágua, os bloquistas defendem a audição dos chefes de missão - sem especificar quais -, mas figuras como Poul Thomsen, Abebe Selassie e Subir Lall, os três rostos do FMI em Portugal durante o período de assistência económica e financeira, Jürgen Kröger e John Berrigan (ambos responsáveis da Comissão Europeia) e Rasmus Rüffer e Isabel Vansteenkiste (pelo Banco Central Europeu) poderão estar na calha para serem ouvidos.

Entre os responsáveis de regulação e supervisão, o BE colocou sobre a mesa os nomes de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, Carlos Tavares, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Vítor Constâncio, ex-governador do Banco de Portugal e atual vice-presidente do BCE.

No universo BES/GES, estão entre os "eleitos" Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi, enquanto do Novo Banco o partido liderado por João Semedo e Catarina Martins exige explicações a Vítor Bento, Eduardo Stock da Cunha, antigo e atual presidente do Conselho de Administração.

O BE quer ainda ouvir outras figuras do mundo empresarial, apontando, à cabeça, Zeinal Bava, ex-presidente executivo da PT e da Oi, Henrique Granadeiro, antigo presidente do Conselho de Administração da PT, Álvaro Sobrinho, ex-presidente e acionista do BESA e acionista da Akoya Asset Management, e ainda Hélder Bataglia, presidente ESCOM e acionista da Akoya Asset Management.

Ler mais

Exclusivos

Premium

adoção

Técnicos e juízes receiam ataques pelas suas decisões

É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.