BE quer chamar a 'troika' ao parlamento

O Bloco de Esquerda (BE) vai apresentar requerimentos para ouvir os membros da 'troika' na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES, anunciou hoje a deputada Mariana Mortágua.

"Queremos perceber o que é a 'troika' esteve aqui a fazer, como é que a 'troika' esteve em Portugal durante três anos, como é que conseguiu fiscalizar o orçamento de cada família em Portugal, ir atrás das despesas mais básicas, e foi incapaz de perceber o que se estava a passar no BES", disse a parlamentar bloquista.

Mariana Mortágua falava aos jornalistas no final da reunião onde a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, conferiu posse à comissão de inquérito que se vai debruçar sobre o BES e o Grupo Espírito Santo (GES).

"Agora é a vez de a 'troika' vir à comissão de inquérito e prestar responsabilidades aos deputados sobre aquilo que não fez e devia ter feito", sublinhou a bloquista, que disse que o partido quer chamar "todos os envolvidos" no caso, seja do âmbito político ou empresarial.

A comissão terá o prazo regimental de 120 dias, podendo vir a ser alargada se tal for necessário.

O PSD escolheu o deputado Carlos Abreu Amorim para coordenar os trabalhos na comissão, ao passo que, ainda à direita, pelo CDS-PP foi indicada Cecília Meireles como deputada coordenadora.

O PS indicou Pedro Nuno Santos para coordenar os trabalhos na comissão e Miguel Tiago e Mariana Mortágua serão os principais intervenientes de PCP e BE, respetivamente.

No total, o PSD tem sete deputados efetivos na comissão, incluindo o presidente, Fernando Negrão, o PS tem cinco parlamentares, PCP e CDS dois e o Bloco de Esquerda um.

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