Balsemão defende "pacto de regime" que dure 8 anos

Depois de António Costa ter defendido ontem um acordo interpartidário alargado, hoje foi a vez do antigo primeiro-ministro e ex-líder do PSD reafirmar que vai continuar a lutar por um acordo de Estado que "una as principais forças políticas"

O antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão junta-se ao coro dos que defendem um acordo interpartidário como forma do País sair da crise. Balsemão disse que "é essencial um pacto de regime, a 8 anos, que una as principais forças políticas em áreas como a justiça, a gestão financeira e a reforma da Administração Pública".

Este pacto incluiria também "as instituições do Estado", o que remete para o que disse ontem, também no "2º Fórum Empresarial do Algarve", o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que a propósito do ajustamento referiu que o esforço tem de ser "de todos os órgãos de soberania" e não só do Governo.

Balsemão disse que vai "continuar a lutar" por este pacto de regime, que já havia defendido no final do ano passado. Já na altura Balsemão acreditava que o País só poderia sair da austeridade com um pacto regime que deveria ser concretizado "sob a égide e sob a fiscalização do Presidente da República".

Também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa havia defendido ontem, nas cerimónias de celebração do 5 de Outubro, que chegou "a hora da construção de uma estratégia nacional de desenvolvimento justo e sustentável", a qual só será "verdadeira e consistentemente nacional se recolher amplo apoio parlamentar e social", reforçando "a nossa posição negocial perante as instituições internacionais" .