Atraso de Portas na China é comportamento 'inenarrável'

Paulo Portas chegou atrasado quase duas horas a uma receção do consulado de Portugal em Macau, no último domingo. Gabinete de "vice" justifica atraso com viagem.

[notícia atualizada às 15.25, também com esclarecimento do gabinete de Paulo Portas]

De acordo com o jornal "Hoje Macau", grande parte dos chineses que aguardavam o vice-primeiro-ministro já tinha deixado o local da receção, que teve início às 21.00. Relata o jornal que o comportamento de Portas foi considerado como "inenarrável", por o governante português não se ter justificado nem desculpado, deixando furiosos membros da comunidade portuguesa.

Do gabinete do vice-primeiro-ministro chegou entretanto um desmentido, notando que é "destituído de fundamento" a informação difundida pelo jornal, "quer a fita do tempo apresentada", mas também "a alegação" de que Portas "teria provocado voluntariamente algum atraso na receção em homenagem à comunidade portuguesa".

"Infelizmente, a vinda de representantes do Estado português redunda quase sempre nisto: na nossa perda de face e na necessidade de nos desculparmos perante os chineses por uma notória falta de chá. Mais valia que não pusessem cá os pés", comentou um residente português ao jornal.

O gabinete de Paulo Portas esclareceu, em comunicado, que a comitiva se atrasou na viagem de 'ferry' entre Hong Kong e Macau. Segundo a nota, "após a viagem Lisboa-Zurique-Hong Kong, a delegação portuguesa, devido a um atraso no ferry de ligação a Macau, chegou a esta cidade apenas às 21:20 do passado domingo, 3 de novembro".

Prossegue o esclarecimento que a delegação foi então recebida pelas autoridades chinesas e macaenses na estação fluvial, saindo do terminal pelas 21:30. Antes ainda de se deslocar para o consulado, a comitiva passou pelo hotel, "onde chegou pelas 21.55", com instruções dadas por Portas para não se demorarem. "A partida para o consulado [deu-se] pelas 22.15", sempre "em viaturas do protocolo chinês".

O gabinete do vice-primeiro-ministro garante que chegou ao consulado "pelas 22.30, estando a sala repleta de convidados, incluindo comunicação social portuguesa e local". O jornal "Hoje Macau" situava a chegada de Portas um pouco antes das 23.00, onde quase só estariam portugueses.

"Praticamente todos os convidados de etnia chinesa tinham já partido", relata o jornal. "De etnia chinesa, permaneceram na sala apenas alguns elementos do Gabinete de Ligação do Governo da República Popular da China (RPC) e Cao Guangjing, presidente da empresa China Three Gorges que, recentemente, adquiriu uma posição maioritária na EDP. Figuras de destaque da RAEM, [Região Administrativa Especial de Macau] como Ambrose So, David Chow ou a sua esposa e deputada Melinda Chan tinham já abandonado o evento", descreve o "Hoje Macau".

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