Assunção Cristas incapaz de "desbloquear" verbas comunitárias

O PS disse hoje que a ministra da Agricultura "falhou" ao não conseguir "desbloquear" verbas comunitárias para os agricultores portugueses afetados pela seca, defendendo que esta situação "terrível" exige um "orçamento excecional".

"A senhora ministra da Agricultura falhou, esteve hoje numa reunião em Bruxelas com o comissário europeu e não nos trouxe nenhuma boa notícia, aquilo que se esperava era que fosse a Bruxelas desbloquear parte dos 120 milhões de euros que são devidos aos agricultores dos pagamentos de 2011", considerou o deputado socialista Miguel Freitas.

O deputado do PS, que falava aos jornalistas no Parlamento, acusou Assunção Cristas de ter "as suas prioridades invertidas".

"Não esteve no último conselho [europeu] de ministros, onde deveria ter estado para apresentar as medidas e foi hoje a uma reunião absolutamente desnecessária, que podia ter sido resolvida entre o secretário de Estado e o gabinete do comissário", advogou Freitas.

"Cerca de 99 por cento do nosso território continua em seca muito grave, há aqui uma excecionalidade que deveria ter sido explicada ao comissário para se libertar parte desses 120 milhões de euros, tão precisos para a agricultura nacional", sustentou.

O socialista disse ainda que no Orçamento retificativo estão "entre o Ministério da Agricultura e da Segurança Social cerca de 25 milhões de euros a mais" e que vai interrogar o Governo sobre onde estão essas verbas.

"Nós consideramos que isso é muito mau para os agricultores e a agricultura portuguesa, esperávamos que a senhora ministra tivesse sido capaz de sensibilizar o comissário para a situação terrível que vivem os nossos agricultores", concluiu.

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, declarou hoje que a Comissão Europeia está sensível ao problema da seca em Portugal e tem um "acordo de princípio" com as decisões do Governo para enfrentar a situação.

No encontro, destinado a fazer um ponto de situação sobre a seca, ficou patente que o executivo comunitário "irá muito rapidamente" tomar decisões sobre o caso português, mantendo desde já um "acordo de princípio" com o trabalho que vem sendo feito pelo Governo "desde a primeira hora", sublinhou a ministra da Agricultura.

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