"As mulheres pagam com a vida a sua libertação dos agressores"

Em entrevista ao DN, a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, fala das 40 mortes de mulheres às mãos dos maridos. E observa que as penas têm ficado aquém daquilo que a lei permite.

Terminadas as III Jornadas Nacionais contra a Violência Doméstica, Teresa Morais assinala continua a existir em Portugal uma "desigualdade estrutural entre os homens e as mulheres" e que existe "uma tolerância excessiva" para a violência conjugal, que este ano já levou à morte de 40 mulheres.

A secretária de Estado reconhece que ainda há na PSP e na GNR quem esteja pouco sensível ao tema e lamenta que as penas aplicadas pelos magistrados, geralmente, sejam "baixas".

Já quanto às discriminações no mercado laboral, afirma que "as mulheres têm de provar o dobro para chegar ao mesmo lugar que um homem" e aponta o dedo àquelas que, por não o terem sentido ao longo das suas carreiras, não se solidarizam com as restantes.

Saiba mais na edição impressa ou e-paper do DN.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Quem ameaça a União Europeia?

Em 2017, os gastos com a defesa nos países da União Europeia tiveram um aumento superior a 3% relativamente ao ano anterior. Mesmo em 2016, os gastos militares da UE totalizaram 200 mil milhões de euros (1,3% do PIB, ou o dobro do investimento em proteção ambiental). Em termos comparativos, e deixando de lado os EUA - que são de um outro planeta em matéria de defesa (o gasto dos EUA é superior à soma da despesa dos sete países que se lhe seguem) -, a despesa da UE em 2016 foi superior à da China (189 mil milhões de euros) e mais de três vezes a despesa da Rússia (60 mil milhões, valor, aliás, que em 2017 caiu 20%). O que significa então todo este alarido com a necessidade de aumentar o esforço na defesa europeia?