António Costa sugere a Relvas que se candidate à CML

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, sugeriu hoje que o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, se candidate à presidência do município nas próximas eleições autárquicas em vez de "empurrar um representante" para a campanha.

"Ficamos a conhecer a nova ambição do ministro Miguel Relvas, que é controlar a Câmara de Lisboa. Só não percebo porque é que com tanta ambição não é ele a concorrer em vez de querer empurrar alguém que já se queria reformar das lides autárquicas", disse o autarca socialista aos jornalistas, antes da Assembleia Municipal que decorre esta tarde.

À margem da Universidade Política de Lisboa da JSD deste fim de semana, o ministro dos Assuntos Parlamentares declarou publicamente o seu apoio ao atual presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara (PSD), a uma candidatura à presidência do município de Lisboa nas eleições autárquicas de 2013.

No entanto, o autarca de Sintra ainda não confirmou a sua disponibilidade para disputar a câmara da capital com o socialista António Costa.

"Não sabemos se temos candidato [do PSD a Lisboa]. O que sabemos para já e que o ministro tem a ambição de controlar a cidade, para isso arranjou um representante que não sabemos se aceita ser candidato, nem se tem apoio", repetiu o atual presidente de câmara, que já mostrou a sua vontade de se recandidatar à presidência do município.

"Seria bastante mais transparente ser ele próprio [o ministro] o candidato em vez de ser o seu representante", afirmou, esperando que "a campanha corra com mais clareza do que tem estado a começar".

António Costa disse também que Miguel Relvas "será certamente bem-vindo como candidato", sendo essa a forma "de colocar em prática as ideias que tem para o poder local".

Questionado pelos jornalistas sobre "as obras de fachada" apontadas pelo ministro à Câmara de Lisboa, o autarca disse que se Miguel Relvas se candidatar terá "uma grande oportunidade para travar esse debate".

Sobre a campanha eleitoral, António Costa disse ainda que "a realidade do país manda que os membros do Governo se dediquem a tudo menos a campanhas eleitorais", uma vez que as pessoas querem "menos eleições e mais problemas resolvidos".

O autarca socialista reafirmou ainda a sua disponibilidade para encabeçar uma coligação dos partidos à esquerda.

No domingo, o ministro dos Assuntos Parlamentares disse não só que faria campanha, como votaria em Lisboa em Fernando Seara e advertiu António Costa de que as eleições não serão "favas contadas".

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