António Costa fecha a porta à maioria para rever o IRS e IRC

Líder socialista diz que governo "esgotou a sua capacidade de inovação e de renovação". E insiste nas críticas à aplicação dos fundos comunitários pelo executivo. "Quero que fundos cheguem à economia".

O secretário-geral do PS fechou a porta a uma eventual renegociação do IRS e IRC com o governo. "A maioria esgotou a sua capacidade de inovação e de renovação." Este governo "tinha um único programa: cumprir o programa da troika" e agora que "a troika acabou, o programa continuou com este governo", acusou António Costa.

"O governo não tem mais nada a dizer", e estando esgotado há que dar lugar a outros, sintetizou o líder do PS, no final de uma reunião de trabalho, promovida pelo grupo parlamentar socialista, com gestores de empresas e associações empresariais sobre "Investimento: Constrangimentos e oportunidades no setor empresarial".

Já sobre as críticas do ministro Miguel Poiares Maduro, que acusou Costa de usar os fundos comunitários como "arma de arremesso político-partidário", o secretário-geral do PS recusou a ideia. "O que quero é que sejam arma ao serviço da economia do país e aquilo que não percebo é a passividade deste governo" na aplicação destes fundos, defendeu.

Para António Costa, Portugal está num momento em que "é vital investir" porque "há poucos recursos públicos, há dificuldade do investimento privado, e a única área onde há verbas" que o país tem "por certas e seguras são os fundos comunitários".

"Se formos falar com as associações de empresários todas se queixam que não foram envolvidas no desenho dos fundos, todas as autarquias se queixam do mesmo", apontou. Para reforçar que não quer "combate" político-partidário, quer "que cheguem à economia". "Se o ministro Poiares Maduro saísse do gabinete e pusesse os pés na terra, fosse às empresas, falar com autarcas e percebesse a realidade do país onde está e não o país onde estudou e viveu", acusou, "talvez os fundos comunitários estivessem a produzir resultados e já".

"Para haver investimento é fundamental agilizar e pôr no terreno os fundos comunitários" e "é fundamental que os fundos comunitários comecem a chegar à nossa economia", sublinhou o secretário-geral do PS. Na sua declaração aos jornalistas, António Costa recuperou um conjunto medidas de dinamização da economia. Algumas já vêm da anterior direção socialista e na altura mereceram críticas da atual maioria governamental.

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