Amigos de Olivença exigem resolução de "litígio fronteiriço"

O Grupo dos Amigos de Olivença vai marcar presença, na quarta-feira, na XXV Cimeira Luso-espanhola, no Porto, para alertar os chefes de Governo de Portugal e Espanha para a situação daquela localidade fronteiriça.

O presidente do Grupo dos Amigos de Olivença, Fernando Castaninha, adiantou hoje à Agência Lusa que a delegação presente no Porto será "simbólica", mas que tem como objetivo chamar a atenção dos dois governos no sentido de resolverem o "litígio fronteiriço".

O Grupo dos Amigos de Olivença, criado em 1938, tem apelado aos Executivos de Lisboa e Madrid para iniciarem conversações que conduzam à reintegração de Olivença em Portugal.

"O que nós queremos é incentivar e encorajar o Governo português a pôr em cima da mesa diplomática a questão de Olivença e exigir a Espanha a retroação de Olivença para que o Tratado de Olivença volte ao território nacional", defendeu.

De acordo com o Grupo dos Amigos de Olivença, o "litígio dificulta o normal desenvolvimento de boas e sadias relações entre dois estados vizinhos e amigos e não pode nem deve continuar escondido ou negado".

Fernando Castaninha defendeu que a reintegração de Olivença deverá ser feita "através de uma fase de transição de 20 a 30 anos", num processo idêntico ao de "Hong Kong e Macau".

Olivença, historicamente disputada por Portugal e Espanha, está localizada na margem esquerda do rio Guadiana, encontrando-se a 23 quilómetros da cidade portuguesa de Elvas e a 24 quilómetros da espanhola Badajoz.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.