Amado assume que o "país está em risco de insolvência"

Luís Amado defende que o maior partido da oposição tem de assumir toda a responsabilidade que se deve ter num "país que está em risco de insolvência", e que "só está a respirar pela ajuda externa negociada". Para restaurar "a credibilidade do país é necessário o esforço das várias forças políticas", frisou Amado.

O ex- MNE socialista, que participa na conferência parlamentar sobre "Financiamento e Internacionalização da Economia Portuguesa", saudou a linha de responsabilidade assumida pela actual liderança de António José Seguro que aposta em "não deixar que se afundem as expectativas das famílias e das empresas em relação ao futuro".

Abordou as actuais dificuldades financeiras assumindo que "se antecipou por via do crédito um crescimento que não existe". Dessa forma não há riqueza criada "para satisfazer o nível de bem estar a que famílias e empresas se habituaram". Refere que neste quadro a internacionalização da economia tem uma importância crescente e "esbarra com as dificuldades crescentes do nosso modelo de desenvolvimento".

Luís Amado assumiu ainda que o país "está numa crise nacional gravíssima", e que tal como no espaço da Europa "se foram protelando as reformas necessárias". Adiantou que só "com maior estabilidade dos sectores financeiros poderá levar a que Portugal possa regressar aos mercados". Defendeu a necessidade de se restaurar a "credibilidade do país" e, lembrando a sua participação nos executivos de Sócrates, disse ter vivido "por dentro a forma como paulatinamente o país ia perdendo credibilidade".

Já Basílio Horta avisou que as medidas de recapitalização dos bancos estão a deixar as empresas sem acesso ao crédito. Quer assim que a desalavancagem bancária se faça sem cortes no financiamento à economia

Quer no OE de 2012 a criação de medidas de apoio às PME e assegurar o apoio a todas as medidas para o reforço de capitais próprios das empresas.

O Orçamento deve, assim, fazer a diferenciação entre os lucros investidos e os lucros reinvestidos na linha de uma ideia já defendida no último debate quinzenal no Parlamento por Seguro.

O deputado e ex-presidente do AICEP defendeu um Pacto Laboral para a competitividade e o emprego e uma mobilização para "a retoma do crescimento dada como passo para a recuperação da nossa soberania económica e financeira".

Basílio Horta identificou o mau funcionamento da Justiça como "o principal problema de contexto para o investimento externo".

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