Alberto João Jardim já tem "idade para ter juízo" mas vai andar por aí

Fim de ciclo para Jardim que deixa um rasto de quase cinco mil inaugurações em 37 anos e uma dívida de seis mil milhões de euros. Promete não se calar, rejeita criar novo partido e deixa aberta a porta de Belém.

Jardim partiu para um pequeno exílio antes do poder mudar de mãos. Mas volta. Apenas não quis assistir in loco a vitória dos "ingleses" ou da "burguesia inculta", a quem associa Miguel Albuquerque. Menos de três horas após ter votado na Escola Francisco Franco, Alberto João Jardim apanhou o "Leão Marinho" rumo à ilha de Porto Santo para férias da Páscoa. É lá que irá pensar o seu futuro.

Ontem, seguiu os resultados do escrutínio - como o próprio assumia horas antes "com duas televisões: "Uma ligada no Portugal-Sérvia, outra na noite eleitoral." Quanto a felicitar o vencedor, nem pensar: "Ó homem, se eu estou em Porto Santo, como é que felicito o vencedor? Se me oferecer um avião, eu venho."

Jardim voltou a dar pistas sobre o seu futuro, garantindo que não pretende criar um novo partido. Questionado sobre estar a equacionar reativar o movimento Fama (Fórum para a Autonomia da Madeira) e transformá-lo em partido, Jardim rejeitou a ideia. "Acha que eu não tenho já idade para ter juízo?", questionou. Quanto a cenários, o presidente cessante do governo regional tem-se dedicado a deixar mais a dúvida do que a clarificar o seu futuro com uns quantos "vamos ver" ou "para já, não".

A bordo e não disposto a abandonar o barco, Jardim começou na sexta-feira a dar pistas sobre o futuro durante uma viagem-inauguração de um atuneiro que o DN acompanhou.

Jardim subiu ao topo do barco e não parou, enérgico, de um lado para o outro enquanto respondia às perguntas dos jornalistas. A bordo, perante as televisões, disse que não ocupará, "para já", o lugar no Parlamento. Minutos depois, em conversa informal (mas não em off), lá ia sugerindo que não está nos seus planos ocupar o lugar em São Bento: "Se quisesse, também havia hospícios aqui na Madeira."

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Ler mais

Exclusivos