A direita portuguesa "navega à vista"

O filósofo José Gil diz que quem governa hoje em Portugal são a troika e o ministro das Finanças. Acusa a coligação governamental, de direita e centro direita, de "navegar à vista", conduzindo o País sem ter sequer uma "teoria económica global".

Em entrevista ao Gente que Conta, programa de entrevistas que esta semana é conduzido por João Marcelino, diretor do Diário de Notícias, o autor da obra "Portugal, Hoje - O Medo de Existir" assegura que a manifestação de 2 de março significa uma profunda mudança no modo de ser dos portugueses, um protesto pela "abolição da existência possível das pessoas".

Diz não perceber porque não apresenta a esquerda uma proposta concreta de governação do País e acusa o PS de ter metido o socialismo na gaveta por não ter outro socialismo para apresentar, o que se explica talvez pela "preguiça mental" do aparelho do partido.

Lamenta que o Presidente da República e o Governo estejam a "milhares de léguas da população e da realidade" e afirma que as recentes manifestações são fase de um processo que poderá culminar com a violência.

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