Ilegalidades nas secretas. Deputados querem explicações. Constitucionalistas alarmados

O ex-diretor dos espiões alega que as secretas acedem a dados pessoais. O Conselho de Fiscalização nunca detetou este crime.

Deputados de todos os partidos querem explicações do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CF-SIRP) sobre as revelações do ex-diretor dos espiões, Jorge Silva Carvalho, que assumiu práticas ilegais nas secretas, nomeadamente acesso a dados de comunicações. Constitucionalistas classificam de "muito grave", "alarmante" e "uma violação gravíssima do Estado de Direito" que os serviços de informações nacionais cometam aquele crime.

O presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias, Fernando Negrão, quer ouvir o presidente do CF-SIRP, Paulo Mota Pinto. O PCP já disse ao DN que vai chamar ao parlamento, não só Mota Pinto, como o próprio secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira. O BE entende que é Passos Coelho, que tutela a secretas, quem deve responder a estas acusações. Além de Negrão, do PSD não houve mais reações a este novo terramoto nas secretas. O PS foi cauteloso e o CDS aguarda pelas diligências de Fernando Negrão. Contactado pelo DN, Paulo Mota Pinto disse que não comenta.

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