Hotéis quebram acordo com António Costa sobre taxa de turismo

Presidente da associação de hotelaria negociou com Fernando Medina taxa de turismo, mas ainda não tinha acordo dos hotéis

Num espaço de cinco dias, o presidente da Associação Hotelaria de Portugal, Luís Veiga, mudou de ideias quanto à taxa turística incluída no orçamento da Câmara Municipal de Lisboa. Primeiro propôs a inclusão de taxas - redigiu mesmo um conjunto de medidas para serem incluídas no orçamento - mas depois, pressionado pelos hotéis, disse ser totalmente contra.

"Não à taxa e não à construção de um centro de congresso (...) Os hoteleiros não se reveem nesta proposta [criação de taxas turísticas] que torna Lisboa numa cidade mal vista e não amiga dos turistas". Esta foi a posição assumida por Luís Veiga no mesmo dia em que o orçamento da Câmara de Lisboa foi publicamente apresentado. Ou seja, no passado dia 10 novembro, depois de no dia 5 ter admitido a taxa e de a ter negociado com o município, rejeitou-a com estrondo.

Em contrarrelógio, as negociações precipitaram-se. Tudo começou no dia 5, quando - em missiva enviada à autarquia - Luís Veiga propôs levar ao Conselho Geral um "compromisso" em "termos" que incluíam o "recurso a uma taxa abrangente, que recai sobre os turistas que pernoitem em qualquer meio de alojamento". Porém, viria a ser forçado a defender o contrário.

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