"Havia dinheiro" para cinco linhas de TGV

O antigo ministro das Obras Públicas Mário Lino defendeu hoje que cinco linhas de alta velocidade não era um projeto "megalómano", realçando que "havia dinheiro" e "uma comparticipação muito forte" dos fundos comunitários.

"Da minha parte nunca pus em causa o projeto das cinco linhas de alta velocidade que vinham do Governo anterior [PSD]. Com base em estudos que tinham sido feitos, pareceu-me razoável", afirmou Mário Lino, realçando que, até ter deixado o Governo, em 2009, estiveram "sempre" em cima da mesa as cinco linhas.

Na comissão parlamentar de inquérito às parcerias público-privadas (PPP), o antigo governante, do Governo de José Sócrates, defendeu que "havia dinheiro" e o projeto da alta velocidade tinha "uma participação muito forte da União Europeia".

"Andaríamos nos 11 mil milhões de euros e a participação do Estado seria qualquer coisa como 40%", declarou.

Escusando-se a comentar a decisão do seu sucessor António Mendonça, Mário Lino disse que, quando deixou o Governo, "todos os trabalhos estavam em curso", referindo que o troço Poceirão-Caia estava em apreciação final e estava a decorrer o concurso do troço Lisboa-Poceirão, que incluía a terceira travessia sobre o Tejo.

"O nosso Governo não desistiu de nenhuma delas nem considerou que eram mal pensadas, mas considerou que a prioridade da construção não era igual para todas", sublinhou.

Mário Lino defendeu que o projeto da alta velocidade "era importante para o país", considerando que "Portugal está atrasado", comparando com a rede se alta velocidade europeia que está em expansão.

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