Há "gestão danosa" nas contrapartidas dos submarinos

Deputado António Filipe criticou os novos negócios feitos pelo atual governo com o consórcio alemão, nos quais se encontram a reconstrução de um hotel de luxo no Algarve. E exige a presença do ministro da Economia no Parlamento.

"Estamos evidentemente perante um caso escandaloso de gestão danosa do interesse público por parte do governo, que não pode passar em claro". Foi desta forma que António Filipe, deputado do PCP, classificou o último acordo feito entre o governo e o consórcio alemão que vendeu dois submarinos à Marinha para a prestação de novas contrapartidas. Para António Filipe, as novas contrapartidas - que envolvem a construção de um hotel de luxo no Algarve - com este acordo esta-se "perante um dos maiores escândalos financeiros dos últimos anos"

Como disse António Filipe - no período antes da ordem do dia, reservado a declarações políticas - "o Estado português foi lesado em 721 milhões de euros pela Ferrostaal". "Entretanto, o fundo de investimento alemão, que controla a Ferrostaal, pegou num projecto que tinha em Portugal desde há vários anos, e contou com a cumplicidade do governo para que esse projecto de 150 milhões de euros seja contabilizado pelo valor de 600 milhões de euros e, quanto às contrapartidas, não se fala mais nisso".

Este investimento, tal como o DN já adiantou, levanta sérias dúvidas quanto à sua legalidade, uma vez que um directiva europeia, já transposta para o ordenamento jurídico português, circunscreve a prestação de contrapartidas às áreas da segurança e militar.

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