Governos do PPE retiraram países da "pré-falência"

PSD e CDS-PP assinalaram hoje a forma como Governos liderados por partidos da "família' do Partido Popular Europeu (PPE) têm conseguido retirar esses países da situação de "pré-falência", depois do "descontrolo" dos executivos socialistas.

"Países como Portugal ou como a Espanha são bem exemplo daquilo que se passou nos últimos tempos na Europa, em que Governos socialistas de forma descontrolada não conseguiram controlar o défice, descontrolaram as contas públicas, desmantelaram a economia e que são depois partidos do PPE (...) que têm que equilibrar essas mesmas contas públicas", afirmou o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, em declarações aos jornalistas no final de um encontro entre responsáveis sociais-democratas e democratas-cristão com o presidente do PPE, Joseph Daul.

Por isso, acrescentou, a pergunta que se deve agora fazer é se se deve dar "dar confiança àqueles que nos trouxeram até aqui, que trouxeram ao resgate, que trouxeram a humilhação de estarmos a pedir dinheiro para pagar pensões e salários à função pública ou se iremos dar essa mesma confiança a quem está (...) com muito trabalho a tirar o país dessa mesma situação".

Antes, o vice-presidente do PSD Marco António Costa também já tinha assinalado essa questão, destacando a forma como os Governos de Portugal, Espanha e Irlanda "têm conseguido retirar da crise e da situação pré-falência a que esses Estados chegaram".

"É um complemento de alma relativamente à determinação com que o PPE enfrenta não só a crise que a Europa atravessou e atravessa, mas particularmente a visão de esperança que está associada ao trabalho que o PPE está a fazer na Europa", disse o vice-presidente social-democrata.

O combate ao populismo foi outra das temáticas assinaladas pelo líder parlamentar do CDS-PP nas declarações aos jornalistas, com Nuno Magalhães a defender que populismo não se combate com mais populismo, mas com responsabilidade e com a defesa dos valores da solidariedade.

"Apesar de vermos aqui e acolá, à esquerda e à direita, a França mais à direita, Portugal mais à esquerda, algumas tentativas de derivas demagógicas e populistas de sairmos da Europa, de terminarmos com um projeto que levou ao maior período de prosperidade e de paz desde sempre, nós iremos ceder à tentação de fazer demagogia e iremos procurar discutir seriamente os problemas da Europa", assegurou o líder da bancada do CDS-PP

Questionado sobre a possibilidade de Portugal recorrer a um programa cautela no fim do programa de assistência financeira que termina em Maio, Nuno Magalhães disse apenas que esse assunto não foi falando no encontro do o presidente do PPE, reiterando que o primeiro-ministro já foi muito claro sobre o tema quando afirmou que essa questão só será decidida mais tarde.

Sobre o candidato do PPE à comissão europeia, o líder parlamentar do CDS-PP admitiu que o assunto foi falado, mas escusou-se a fazer qualquer comentário.

A questão do populismo destacada por Nuno Magalhães na sua declaração foi igualmente focada pelo presidente do PPE que corroborou as palavras do líder parlamentar do CDS-PP, recusando a ideia de "correr atrás do populismo" e defendendo a necessidade de manter os valores.

Relativamente à possibilidade de Portugal recorrer a um programa cautelar, Joseph Daul afirmou que "cabe a Portugal gerir" a questão, admitindo apenas que, em sua opinião, o país não terá "um programa suplementar".

Quanto ao candidato do PPE à comissão europeia, Joseph Dual remeteu uma decisão para o congresso que irá decorrer na próxima semana em Dublin.

No final do encontro com o presidente do PPE, o vice-presidente do PSD foi também questionado sobre as declarações de António Capucho a propósito da sua expulsão do partido, mas Marco António Costa recusou fazer qualquer comentário.

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