Governo usa "argumentos mentirosos" na requalificação de trabalhadores, acusa PCP

Comunistas dizem que há casos de pessoas que exercem "funções essenciais" entre os 613 funcionários da Segurança Social que vão para processo de requalificação.

O PCP entende que o governo usa "argumentos mentirosos" sobre o processo de requalificação de trabalhadores da Segurança Social, depois do anúncio de que 613 funcionários destes serviços serão colocados naquele regime especial, apontada pela oposição como uma antecâmara para o despedimento.

"Constatámos os argumentos mentirosos que o Governo tem andado a utilizar - foram-nos dados exemplos concretos de funcionários da Segurança Social de trabalhadores que desempenham funções essenciais [arquivo ou atendimento telefónico]", afirmou esta terça-feira João Oliveira, líder parlamentar comunista, referindo-se à reunião que teve na segunda-feira com funcionários da Segurança Social de Aveiro, no âmbito das jornadas parlamentares do partido, que decorrem até hoje nesta cidade.

"É uma intenção do Governo despedir trabalhadores, criando dificuldades ao funcionamento dos serviços, para das duas uma: ou precarizar o trabalho, utilizando os desempregados através dos contratos de emprego de inserção, ou privatizar os serviços", atirou João Oliveira. Com um único objetivo, no seu entendimento: este Governo "está mais apostado em corresponder às encomendas que vão sendo feitas do ponto de vista do setor privado", não servindo "os interesses de quem trabalha nem do desenvolvimento do país".

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