Governo pede estudo comparativo da eficácia da emissão de vistos em 10 países

Paulo Portas quer reforçar a agilização da atribuição destes documentos.

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse hoje que o Governo pediu um estudo comparativo da eficácia da emissão de vistos nos dez destinos mais importantes para Portugal, no âmbito da política de reforço e agilização da atribuição destes documentos.

Paulo Portas, respondia assim, ao apelo do presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens (APAVT), que no seu discurso de abertura do 40.º Congresso da APAVT, que hoje se inicia em Évora, pedia para que o Governo continuasse a política de aceleração da atribuição de vistos.

O governante começou, por lembrar, "os passos já dados" para melhorar a política de vistos e que "mereceu empenho tanto do Ministério dos Negócios Estrangeiros como do Ministério da Economia". Em concreto, Paulo Portas referiu "um protocolo que permite um investimento por parte do Turismo de Portugal no reforço dos meios humanos e técnicos nos postos consulares dos principais mercados emergentes para acelerar o processo de emissão de vistos". E a este propósito exemplificou com o caso da China que se tornou, de acordo com alguns critérios, no maior emissor do mundo de turistas este ano.

"Sempre pensei o seguinte: quando um turista ou um empresário pedem um visto para visitar Portugal, se a organização externa do Estado português não responder bem perdemos a primeira oportunidade de criar a primeira boa impressão. E é só isso que está em causa. É sermos pragmáticos, vermos onde é que somos mais sucedidos na política de vistos, onde é que há problemas, quais é que são as soluções que outros países aplicaram para resolver o problema, o que é que podemos aprender com os nossos acertos e melhorar a resposta", afirmou ainda durante a sua intervenção no congresso.

Assim, foi pedido "no âmbito da reunião da coordenação dos assuntos económicos e do investimento um estudo comparativo da eficácia da emissão de vistos nos dez destinos mais importantes para o nosso país. Saberem em quanto tempo (ocorrem) as entrevistas, em quanto tempo (se dá) a emissão de vistos, porque é efetivamente uma condução de boa imagem respondermos adequadamente às solicitações", acrescentou.

Antes, o presidente da APAVT tinha afirmado não poder de deixar de aproveitar a presença do vice-primeiro-ministro em Évora para lhe solicitar que prosseguisse os esforços "em direção a um mundo com menos dificuldades de movimentação".

"O tema dos vistos é um tema incontornável da Organização Mundial de Turismo, e será certamente mais importante e influenciador do que algumas pequenas guerras domésticas. A Europa precisa de se reconciliar com um mundo que permanece sem permissão para nos visitar. Todos os estudos efetuados provam que qualquer progresso nesta matéria provocará um efeito arrebatador na procura mundial, no estímulo ao crescimento e no progresso da luta contra o desemprego", disse Pedro Costa Ferreira.

O responsável disse, no entanto, que as agências de viagens têm "consciência de que no plano nacional foram desenvolvidas medidas tendentes a acelerar o processo de atribuição de vistos, nalguns mercados emissores mais problemáticos".

O que a APAVT diz pedir é que "não se fraqueje na pressão sobre a política europeia, no sentido de se conseguir um maior equilíbrio entre segurança e desenvolvimento económico".

O 40.º Congresso da APAVT decorre em Évora até ao dia 8 de dezembro.

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