"Governo nunca poderá contar com PS" para Estado mínimo

António José Seguro quis assinalar esta terça-feira, no encerramento das Jornadas Parlamentares do PS, a diferença com a "opção ideológica deliberada" do Governo "de direita e liberal" de Passos Coelho.

Esta "opção ideológica" é também a receita "da família política ideológica a que este Governo [do PSD/CDS] pertence na Europa". O Partido Popular Europeu, acusou o secretário-geral socialista, está "no topo de todas as instituições europeias". No horizonte, mesmo que o líder socialista não as tenha referido explicitamente: as eleições europeias de maio próximo.

Depois de um fim de semana em que o PSD sublinhou várias vezes o seu credo na social-democracia, Seguro - dirigindo-se aos deputados do PS presentes na reunião da bancada na Nazaré - insistiu em colar o Executivo o adjetivo de "liberal", cuja ideologia passa pelo "estado mínimo com mercado máximo".

"A política do Governo gerou mais dívida, mais pobreza e diminuiu a capacidade instalada do país para responder à crise, mas não tinha de ser assim. Por isso, quando o Governo apela ao consenso, nunca poderá contar com o PS, porque o PS não partilha a ideologia liberal do Estado mínimo", respondeu o líder socialista, voltando a fechar portas a apelos ao consenso que Passos Coelho e Paulo Portas têm lançado ao PS.

Na intervenção que encerrou umas jornadas apostadas em fazer o balanço de 32 meses de governação da direita, António José Seguro retomou, também ele, o que têm sido as suas propostas alternativas para responder à crise, que passam pela mutualização europeia da dívida, da necessidade do BCE emprestar dinheiro aos estados, para além da aposta em investimentos que façam crescer a capacidade produtiva do País, como um 'cluster' na saúde e outro na agricultura. "Aqui não mora a rendição à inevitabilidade da receita liberal", tinha avisado antes o líder do PS.

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