"Governo não quis ouvir propostas do Bloco"

Deputados bloquistas estranhou data da reunião pedida por Paulo Portas e Marques Guedes para debater reforma do Estado. "Parece eleitoralista", acusaram. E disseram que é "preciso repor direitos", não cortar.

Uma hora depois do início, os deputados do BE, Pedro Filipe Soares, Cecília Honório e Mariana Aiveca, saíram da reunião com o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, a "estranhar" a data escolhida para uma reunião sobre o guião da reforma do Estado, que Portas já apresentou a 30 de outubro.

"Estranhamos muito a data escolhida desta reunião", notou Pedro Filipe Soares, "parece mais eleitoralista", acrescentou, referindo-se ao facto de se estar a pouco mais de um mês das eleições europeias de 25 de maio.

Sobre a reunião, os bloquistas ficaram sem resposta sobre os cortes. "O Governo tentou esconder a agenda, refugiando-se num documento", apontou o líder parlamentar do BE. "E [o Executivo] não respondeu às perguntas" sobre os cortes definitivos das pensões.

Os ministros presentes não mostraram muita disponibilidade para ouvir as propostas bloquistas, segundo o relato de Pedro Filipe Soares, nomeadamente daquela que, para o BE, é a questão que mais se coloca: a renegociação da dívida pública. "Com a reestruturação do que é possível da dívida, temos de capacidade de pagar o Estado social", sintetizou.

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