"Governo mais 'troikista' que a 'troika'", acusa PS

O secretário nacional socialista Eurico Dias critica insistência numa "política errada" que "será mais uma vez penalizadora para os portugueses"

O PS voltou hoje a insistir nas linhas vermelhas que, na sua leitura, o Governo insiste em ultrapassar, depois de se saber que o FMI voltou a pôr na mesa um novo plano para cortar salários, apesar de os ordenados no sector privado já terem tido uma redução de 27%.

Segundo Eurico Dias, secretário nacional do PS, trata-se de "uma tentativa de insistir numa política errada", de um "Governo mais 'troikista' que a 'troika'". Apesar dos "cortes nos rendimentos" e do "aumento dos impostos" que os portugueses têm sofrido, "o FMI quer prosseguir com a mesma política", acusou o dirigente, à margem da Universidade de Verão do PS, que decorre em Évora até sábado.

"Insistir nesta política será cada vez mais penalizador para os portugueses", observou Eurico Dias. Mais ainda quando se sabe que o FMI usou dados deturpados com valores bem inferiores sobre o que terá sido o corte nos salários do sector privado.

"Este caminho é errado, nós não vamos subscrever reduções", nomeadamente "de salário mínimo de pessoas que já vivem no limiar da pobreza ou na pobreza", apontou o responsável, que classificou de "equívoco" o facto do "FMI, tal como o Governo, terem a perspetiva de que o desemprego é elevado por não haver flexibilidade na legislação laboral" e por os salários não se terem reduzido o suficiente.

Foi por causa da insistência do Governo em mais "cortes nos rendimentos" e "no empobrecimento" do país "que não houve acordo de salvação nacional", frisou Eurico Dias, referindo-se ao pedido de entendimento feito pelo Presidente da República, em julho, quando da crise governamental. "A salvação nacional para PSD e CDS é cortar rendimentos e direitos laborais", rematou Eurico Dias.

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