Governo lançou "ataque mortal "ao SNS e Paulo Macedo "está a mais"

O deputado do Bloco de Esquerda (BE) João Semedo acusou hoje o Governo de ter lançado um "ataque mortal" ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e considerou que o ministro Paulo Macedo "está a mais".

João Semedo assumiu esta posição através de uma declaração política no Parlamento, feita pouco depois de a Ordem dos Médicos, o Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos terem anunciado uma greve para os dias 11 e 12 de julho.

"O Governo lançou um ataque mortal contra o SNS. Um ataque em três direções, articuladas entre si, todas e cada uma apontadas ao desmembramento do SNS: a nova carta hospitalar, a mega contratação de empresas privadas para colocar médicos à hora no SNS e a redução dos cuidados garantidos pelo SNS", afirmou.

No final da sua declaração, João Semedo concluiu: "Não é o SNS que está a mais na sociedade portuguesa. Quem está a mais é Paulo Macedo e a sua política".

O deputado do PS António Serrano respondeu a esta declaração dizendo a João Semedo que "não está sozinho" e que apresentou "preocupações legítimas" sobre a preservação do SNS.

António Serrano acrescentou que também o Presidente da República, Cavaco Silva, "em duas intervenções, veio alertar" para essa preservação.

Por sua vez, a deputada do PCP Paula Santos alegou que o ministério chefiado por Paulo Macedo tem como única preocupação reduzir despesas e serviços e acusou o Governo PSD/CDS-PP de "violar o direito à saúde" inscrito na Constituição.

Em defesa do executivo, a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro contrapôs que está a ser feita "uma reestruturação necessária para assegurar um SNS de qualidade" e referiu que no passado houve outras reestruturações "mal compreendidas", quando eram ministros da Saúde Leonor Beleza e Correia de Campos.

Teresa Caeiro acusou o BE de mostrar a "irresponsável demagogia de sempre" e de utilizar um "léxico" ultrapassado. "Em que século é que o senhor deputado vive?", perguntou a João Semedo.

Por outro lado, a deputada do CDS-PP pediu a João Semedo que distribuísse a nova carta hospitalar: "É que nós não a conhecemos, nem o Ministério da Saúde a tem".

Em seguida, o deputado do PSD Miguel Santos reforçou as críticas ao BE, acusando-o de ter "uma visão extremista" e de procurar sempre "lançar o alarmismo", através de "uma política de protesto, de conflito, para conseguir que as ruas se encham de pessoas".

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