Governo diz que todos subsídios foram pagos legalmente

O Governo garantiu hoje que "nenhum elemento de gabinetes de membros do Governo ou trabalhador da Administração Pública" com remuneração base superior a 1100 euros recebeu subsídio de férias relativo a 2012.

Em comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro, o executivo esclareceu que "foram processados a 1323 trabalhadores da Administração Pública direta e indireta ingressados em 2011 os proporcionais de subsídios de férias vencidos nesse ano" (2011), num total de cerca de 591 mil euros.

O comunicado salienta que destes 1323 trabalhadores, 1231 são "admissões no âmbito do Ministério da Defesa Nacional e das Forças Armadas", considerando "inadmissível o rótulo de 'boys'".

"Após a entrada em vigor da Lei do Orçamento de Estado de 2012, nenhum elemento de gabinetes de membros do Governo ou trabalhador da Administração Pública com remuneração base superior a 1100 euros recebeu subsídio de férias relativo ao ano em curso (...)", pode ler-se no comunicado.

Sob o título "quase 1500 "boys" receberam subsídio de férias este ano", o DN noticia hoje que o "número de pessoas que receberam subsídios de férias em 2012" é "mais de dez vezes superior ao que foi revelado em setembro último" - "aos 131 assessores de gabinetes ministeriais admitidos então pelo governo somam-se agora, segundo informação oficial enviada ao PS, 1323 nomeados para outras entidades do Estado, pode ler-se.

O PS já considerou hoje "imoral" o pagamento de subsídios de férias no ano passado a 1.500 pessoas nomeadas para cargos públicos, acrescentando que o Governo perdeu a legitimidade para pedir sacrifícios.

"É imoral, não tem precedentes no momento tão difícil que vivemos e é tratar os portugueses de forma diferente. O Governo protege os seus e corta a todos os outros", disse o deputado José Junqueiro, em declarações aos jornalistas na sede do PS, em Lisboa.

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