Governo diz que "não há margem" para reduzir austeridade

O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, afastou hoje quaisquer "ilusões" sobre a existência de margem orçamental que permita aliviar a austeridade, avisando que há ainda "um caminho de esforço e de rigor pela frente".

"Há um caminho menor a percorrer pelos portugueses, mas continuamos a ter um caminho de esforço e de rigor pela frente", afirmou Marques Guedes na conferência de imprensa semanal após a reunião do Conselho de Ministros.

O governante reagia aos números publicados na síntese da execução orçamental de 2013, hoje publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), que apontam para um défice em torno dos 5% em 2013, abaixo do limite imposto pela 'troika'.

Marques Guedes garantiu que "não existe uma margem suplementar, uma vez que o défice continua a ser de 5%, o que representa que o Estado continua a gastar mais 7.151 milhões de euros do que aquilo que arrecada em receita".

"Ou seja, continuamos a ter um caminho longo para termos as contas nacionais em ordem, em definitivo. Não vale a pena haver ilusões sobre a existência de margens ou não margens. O caminho que temos a percorrer é que ficou mais curto e aproximamo-nos mais do objetivo de, tão breve quanto possível, poder aliviar a carga fiscal, aliviar os custos sobre as empresas e sobre as famílias, mas falar-se em margem seria deitar tudo a perder voltar para trás", advertiu Marques Guedes.

O ministro reforçou, dizendo que "o país continua com despesas a mais em relação às receitas que tem".

O défice provisório das administrações públicas ascendeu a 7.151,5 milhões de euros em 2013, tendo sido cumprida a meta para o conjunto do ano, anunciou hoje o Governo.

De acordo com a síntese da execução orçamental de 2013, hoje publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), para efeitos do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), o défice em 2013 ficou abaixo do acordado em 1.748,5 milhões de euros, pelo que a meta foi cumprida.

No entanto, em contabilidade pública, o saldo das administrações públicas no final de 2013 foi de -8.730,9 milhões de euros, acima dos -7.134,6 milhões de euros registados em 2012.

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