Gaspar em entrevista no DN

O ministro das Finanças recusa existir "um falhanço na execução orçamental". Em entrevista ao DN, para fazer o balanço da 5.ª missão da Troika a Portugal, Vítor Gaspar refere que a visita "permitiu verificar que o processo de ajustamento português continua a progredir e que o programa pode agora beneficiar de alguns ajustamentos decisivos para o sucesso da estratégia". Para ler na edição impressa e epaper do DN.

Defende-se das críticas à incapacidade de conseguir eliminar as gorduras do Estado, designadamente nas PPP e institutos, referindo que é uma "característica fundamental deste programa que o ajustamento orçamental seja feito predominantemente do lado da despesa. Se olharmos para as medidas que estão agora previstas para o biénio de 2013-2014, a sua composição é de cerca de 70% do lado da despesa e 30% do lado da receita".

Para o ministro, a forma como Passos Coelho anunciou a alteração da TSU não foi errada, nem quebrou o último elo de ligação entre os portugueses e o Governo: "Um aspeto crucial no começo do trabalho deste Governo regista-se em torno do enorme consenso nacional sobre a necessidade de realizar com sucesso a eliminação dos desequilíbrios macroeconómicos e fraquezas estruturais que acumulámos durante mais de uma década, e a necessidade de superar esta situação de crise e emergência nacional. Esse consenso que existia em junho de 2011 está forte na sociedade portuguesa ainda hoje." Vítor Gaspar acha "prematuro falar de falha de comunicação" do primeiro-ministro e considera que uma "medida que foi desenhada depois de um esforço coletivo cuidado de análise, e depois de uma avaliação bem ponderada" seja avaliada "depois de algumas dezenas de horas do anúncio".

Sobre a posição do PS quanto ao Orçamento de Estado, Vítor Gaspar considera que os socialistas não podem tomar uma posição visto que "não existe, neste momento, qualquer informação concreta e precisa sobre o Orçamento de Estado para 2013". Mas apela para que o PS tenha uma "participação neste esforço de ajustamento" e mostre "disponibilidade para mobilizar os portugueses em torno da necessidade de ultrapassar este período de crise e emergência" devido às responsabilidades "numa quase bancarrota no final do período de governação socialista".

Quanto à atuação do presidente da República, o ministro atribui-lhe um "papel central na mobilização da sociedade portuguesa, na promoção de consensos e da eficácia das opções políticas que são mais adequadas à situação do país".

Leia a entrevista exclusiva hoje na edição impressa e no e-paper do DN.

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