Gaspar apresenta garantias de cumprimento das metas na Irlanda

O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros afirmou que o Governo trabalha desde sexta-feira em garantias para apresentar nas reuniões do Eurogrupo e Ecofin que convençam os países a aprovar uma extensão nas maturidades dos empréstimos.

"O que precisa para se manter a linha que vinha a ser construída de confiança e de credibilidade do nosso país face aos nossos parceiros europeus é que o Governo dê garantias. Essas garantias é aquilo em que o Governo tem vindo a trabalhar afincadamente desde sexta-feira à noite junto dos parceiros internacionais", afirmou Luis Marques Guedes após a reunião do Conselho de Ministros.

O governante, após questionado se Vítor Gaspar já teria levado medidas para compensar o chumbo do Tribunal Constitucional para apresentar aos parceiros europeus nas reuniões do Eurogrupo e do Ecofin, em Dublin, explicou que será dessas "garantias", e da credibilidade com que serão vistas pelos parceiros internacionais, que poderá vir ou não o sucesso no pedido de extensão do prazo de pagamento de alguns dos empréstimos internacionais a Portugal, que deveria ser discutido este final de semana na capital irlandesa.

"Mas trata-se de garantias. Garantias em que os nossos parceiros europeus, que os outros países, possam confiar, é isso que está em causa. Não está em causa em Dublin a discussão de nenhum programa, esses programas têm de ser discutidos sim com a 'troika'", afirmou.

O secretário de Estado referiu-se por várias vezes à decisão do Tribunal Constitucional conhecida na passada sexta-feira como "gravosa" para o país e voltou a eleger a altura em que foi conhecida a decisão como algo que "coloca especiais vulnerabilidades", devido à proximidade com a reunião do Ecofin e Eurogrupo.

"O 'timing' desta decisão nas vésperas de decisões internacionais muito importantes para o futuro, quer no curto, quer no médio prazo do nosso país, em termos de apoios internacionais, foi um 'timing' que coloca especiais vulnerabilidades, e o trabalho que o Governo tem vindo a desenvolver junto dos parceiros internacionais é exatamente para tentar contornar essas debilidades e essas vulnerabilidades e tentar manter o crédito e capital de confiança que o país conseguiu granjear no último ano e meio", afirmou.

Luís Marques Guedes explicou ainda que o Governo contactou imediatamente os parceiros internacionais para reafirmar o "total empenhamento" do Governo em cumprir "as metas e obrigações que estão acertadas internacionalmente".

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