Frasquilho "sem experiência na gestão de topo"

Comissão aprova nome de deputado do PSD para a presidência da AICEP, mas realça alguns pontos negativos na escolha do governo

O ainda deputado do PSD Miguel Frasquilho foi considerado como "adequado" para assumir a presidência da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). A Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP) aprovou o nome proposto pelo governo, mas lá foi dizendo que Frasquilho não tem "experiência na gestão de topo em contexto empresarial".

Miguel Frasquilho, que vai substituir Pedro Reis na AICEP, foi durante vários anos diretor do departamento de análise do Banco Espírito Santo (BES), o que foi tido pela comissão como uma mais valia: "Enquanto diretor coordenador no Departamento Espírito Santo Research tem ainda mantido, de forma regular, o contato com a produção de informação técnica especializada sobre a economia portuguesa".

A favor do deputado também esteve a sua intensa atividade política, sobretudo relacionada com as questões económicas e fiscais: "Participou recentemente na Comissão de Reforma do IRC e é vice-presidente da Comissão Parlamentar de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal. A CRESAP referiu que para a funções de de presidente da AICEP, "de carácter estratégico-político", Miguel Frasquilho tem uma "boa formação académica", que conjugada "com a sua capacidade de análise de informação, permitiram-lhe um conhecimento privilegiado da situação económica e financeira do país".

A Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Público, cujos pareceres para altos cargos da administração são vinculativos, também se pronunciou favoravelmente aos outros dois nomes indicados pelo governo para a AICEP: Luís Castro Henriques, Pedro Ortigão Correia, José manuel Vital Morgado e Pedro Pessoa e Costa. Ao contrário de Miguel Frasquilho. Todos passaram na avaliação sem pontos negativos que merecessem algum tipo de reparo.

Contatado pelo DN, Miguel Frasquilho afirmou não ter lido o parecer da CRESP e, por isso, não quis comentar o teor do documento.

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