"Forças Armadas estão serenas mas não submissas"

Quatro a cinco mil militares e familiares participaram este sábado num desfile de protesto quase silencioso que terminou frente às escadarias da Assembleia da República.

"As Forças Armadas estão serenas, mas não estão submissas nem submetidas às más vontades de quem quer que seja", declarou o presidente da Associação Nacional de Sargentos, Lima Coelho, no final da sua intervenção.

Antes, tanto o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, Manuel Cracel, como o da Associação de Praças, Luís Reis, denunciaram os efeitos negativos das políticas do Governo para as condições de vida e de trabalho dos militares.

Luís Reis, dirigindo-se ao ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, perguntou: "Tem ideia do que é a condição militar? Quanto valem as mãos de um camarada que as perde a manusear uma peça de artilharia? Quanto vale a falta de vista, de audição, o envelhecimento precoce, os filhos nascerem e crescerem sem a presença dos pais e mães?"

Manuel Cracel, apelou aos deputados para chamarem Aguiar-Branco e confrontarem-no com a decisão de encerrar o Instituto de Odivelas (IO), a qual "não passa de um mero capricho e poderá ter por trás razões mais obscuras".

Os cânticos das alunas do IO presentes na manifestação, acompanhadas por familiares e antigas alunas, foram a exceção no desfile quase silencioso.

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