"Foi um apelo à violência", diz presidente da CIP

O presidente da CIP, António Saraiva, considerou que na conferência em defesa da Constituição promovida por Mário Soares houve um "apelo à violência", que recusou, advogando uma "atitude construtiva".

"Daquilo que eu vi, sinto que foi um apelo à violência", afirmou o presidente da confederação empresarial de Portugal, António Saraiva, em declarações à Lusa e à Antena Um.

O dirigente empresarial falava após um encontro com o vice-presidente do PSD Marco António Costa, na sede daquele partido, em Lisboa, depois de ter sido questionado sobre a conferência promovida pelo antigo Presidente da República Mário Soares "Em defesa da Constituição, da Democracia e do Estado Social", que decorreu na quinta-feira, na Aula Magna, em Lisboa.

"Apelar à violência, e depois, no dia seguinte? Andamos todos aqui à pancada e da pancada vai resultar um novo caminho?", questionou.

"É evidente que vivemos hoje um tempo que, seguramente, é de ruturas de normas, vivemos um tempo difícil e, seguramente, estamos no limiar de um mundo novo, de uma ordem mundial diferente, em que todos temos que nos adaptar, mas fazer apelos à violência nessa transformação da sociedade que está a ocorrer não me parece o melhor caminho", argumentou.

António Saraiva defendeu "o caminho do diálogo, da concertação", considerando que "dirimir conflitos, dirimir opiniões é salutar, e a democracia é isso", mas "na correção da forma".

"Os responsáveis políticos, sindicais, empresariais, temos que ter uma atitude construtiva, e, nestes tempos difíceis que atravessamos, procurar soluções", declarou, admitindo detetar "sinais de alguma tensão crescente", que não legitimam "que se façam apelos à violência".

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