Fiscais dos espiões obrigados a assumir filiações secretas

Registo de interesses proposto pelos serviços do Parlamento obriga a declarar filiações maçónicas ou no Opus Dei.

Só uma intervenção de última hora do PSD evitou que a Comissão de Assuntos Constitucionais aprovasse um registo de interesses para os membros do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) que lhes permitira omitir eventuais filiações secretas (maçónicas ou de outra ordem) - uma exigência que tem sido um dos cavalos de batalha da deputada Teresa Leal Coelho nesta legislatura.

A proposta de formulário com o registo de interesses feita pelos serviços da AR dizia apenas, na alínea 4, que os fiscalizadores das secretarias deveriam declarar os seus "cargos sociais e de natureza".

Ora, uma formulação assim permitira a omissão de filiações associativas a que não estivessem associados cargos.

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