Fim do programa não significa "fim do ímpeto reformista"

O Governo reafirmou este sábado que o fim do programa de assistência financeira a Portugal "não significa o fim do ímpeto reformista" iniciado em 2011, afirmou o secretário de Estado Carlos Moedas.

"Assumimos de forma transparente a agenda de trabalho que temos pela frente", sublinhou Carlos Moedas,que falava no final do Conselho de Ministros extraordinário que aprovou o documento intitulado "Caminho para o Crescimento".

Acompanhado pelo ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro explicou que o texto sistematiza reformas e medidas já apresentadas noutros documentos estratégicos, conhecidas dos portugueses "mas que são praticamente desconhecidos no estrangeiro", mesmo dos parceiros de Portugal.

Daí o documento ter sido elaborado em inglês, com uma versão em português, para "mostrar ao mundo que aquilo que construímos deve ser sustentável" e que "haja irreversibilidade de todas estas reformas estruturais", precisou Carlos Moedas.

O secretário de Estado assinalou ainda que o conjuntos de reformas sistematizas no documento hoje aprovado "assenta em três pilares: competitividade, capital e emprego, reforma do Estado."

O Conselho de Ministros deste sábado visou assinalar o fim do memorando de assistência financeira com a troika assinado há três anos e que formalmente chega hoje ao fim.

Luís Marques Guedes, questionado sobre o recente alerta da Comissão Europeia sobre a evolução futura da situação portuguesa, respondeu: "Não vejo qualquer tipo de ameaça" nessa posição de Bruxelas, pois "trata-se de uma constatação, uma chamada à realidade" de que se Portugal voltasse a repetir os erros do passado, o País necessitaria a prazo de um novo resgate.

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