Ferro Rodrigues responde a Cavaco: "Bom senso está ausente ao mais alto nível"

Líder parlamentar socialista admite que o partido desiste da pressão para antecipar as legislativas. Vieira da Silva fecha a porta a compromissos com a maioria antes das legislativas.

Cavaco Silva colocou um ponto final na ideia de antecipação de eleições e o PS, apesar das críticas, teve de se conformar. António Costa que já pedira que o sufrágio ocorresse em abril ou maio, optou pelo silêncio, mas o seu líder parlamentar, Ferro Rodrigues, admitiu ao DN que os socialistas vão abdicar dessa pressão e não avançarão com qualquer iniciativa para alterar a lei (e o calendário) eleitoral. Mas questionou em jeito de ataque: "Para quê apresentar um projeto de lei quando a maioria de direita está contra e o bom senso está ausente ao mais alto nível?"

Seja como for, compromissos entre a maioria e o PS estão fora de hipótese. Quem o diz é Vieira da Silva, que recorda "um conjunto vastíssimo de medidas do governo para o qual não foi feita qualquer tentativa de debate". "Isso é coisa para o início de uma legislatura. No final, soa excessivamente a campanha eleitoral. Essa cultura de compromisso [pedida por Cavaco] exige o refrescamento da legitimidade democrática. Para o bem e para o mal, foi assim que a maioria procurou governar", critica.

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