Ferro aguarda resposta "elegante" de Passos contra "políticas estúpidas" na Europa

Líder parlamentar e presidente do PS são dois subscritores de manifesto que pede ao primeiro-ministro para Portugal se colocar ao lado daqueles que estão contra a manutenção da austeridade.

O líder da bancada socialista, Ferro Rodrigues, afirmou esta quinta-feira que espera que a resposta do primeiro-ministro à carta subscrita por personalidades de todos os quadrantes políticos - em que se pede que o governo reveja a sua posição face à Grécia - seja "elegante", pondo fim às "políticas estúpidas" e "punitivas" da Europa.

"Normalmente, todas as cartas têm resposta. Não sei como [Passos Coelho] o fará. Às vezes, não escolhe as formas mais elegantes de o fazer. Esperemos que, desta vez, o faça de uma maneira muito elegante que seria efetivamente ter uma posição bastante diferente da tomada ontem [quarta-feira] pelo Governo português na reunião do Eurogrupo", afirmou Ferro Rodrigues, que é um dos subscritores do documento, interpelado por jornalistas, no final da reunião do grupo parlamentar do PS.

Para o deputado socialista, o texto insiste que o governo de Passos Coelho "possa perceber que esta é uma oportunidade para Portugal e para que a Europa vire no sentido de políticas de crescimento e emprego".

Trata-se, assinalou Ferro Rodrigues, de uma "oportunidade que não pode ser desperdiçada para um debate europeu sobre a recuperação das economias e das políticas sociais dos países mais sacrificados".

E o socialista acrescentou: "Quando o país podia aproveitar o choque que está a haver dentro da União Europeia (Eurogrupo e Conselho Europeu) para se colocar ao lado daqueles que querem aproveitar as atuais circunstâncias gregas para haver uma transformação no sentido do crescimento e do emprego e não manutenção de políticas de austeridade - penalizadoras e completamente estúpidas do ponto de vista económico e social -, o Governo português tem feito exatamente o contrário."

O documento é subscrito por alguns do Manifesto dos 74 (que pedia a renegociação da dívida), mas também pelo presidente socialista, Carlos César, para além de personalidades que vêm do PSD, como o historiador e comentador Pacheco Pereira, do BE, no caso a deputada Mariana Mortágua, do PCP, como o antigo líder parlamentar comunista Octávio Teixeira, e do CDS, com o ex-ministro das Finanças Bagão Félix.

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