Ferro admite PS sem maioria mas avisa Cavaco

Presidente estará no cargo no período eleitoral e pós-eleitoral. Por isso, devia abster-se de discurso colado ao governo, diz Ferro.

O PS não gostou nada do que ouviu ontem no discurso de Cavaco Silva nas cerimónias oficiais do Dia de Portugal, em Lamego. "Os portugueses esperavam que Cavaco Silva tivesse sido o seu porta-voz e menos o eco do governo", sublinhou no Luxemburgo, onde visitou a comunidade portuguesa, o secretário-geral socialista, António Costa. Já Ferro Rodrigues apontou "um discurso totalmente colado" ao do governo, "um muito mau sinal para um Presidente da República que vai ter de tomar um papel importante no período eleitoral e pós--eleitoral".

O líder parlamentar do PS recusou estar assim a atirar a toalha ao chão da luta do partido por uma maioria. "Não se trata de temor, mas de uma possibilidade que não deve ser afastada", disse ao DN. "Várias coisas são certas: o atual Presidente da República ainda o será na pré-campanha, na campanha, no day after e nos três meses subsequentes. Por isso o discurso [de ontem] foi tão grave."

Cavaco falou da crise ("que tivemos de enfrentar") sempre no passado. E tomou como seu o discurso do governo sobre a recuperação económica. "Com o esforço e sacrifício de todos", notou o Chefe do Estado, Portugal conseguiu ultrapassar a situação de "quase bancarrota a que o país chegou no início de 2011" e, nos tempos mais recentes, tem vindo a verificar-se "uma recuperação gradual da nossa economia e da criação de emprego".

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