Fernando Ruas contra extinção de 54 tribunais no país

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, defendeu hoje que racionalizar não pode significar sempre encerrar, manifestando-se contra a proposta de extinção de 54 tribunais no país.

"Achamos que é importante racionalizar, mas racionalizar não pode ser sempre sinónimo de encerrar. Encerrar, encerrar, encerrar não me parece o caminho correto", afirmou aos jornalistas, em Viseu.

O também presidente da Câmara de Viseu (PSD) disse estar esperançado de que a equipa encarregada de estudar a distribuição dos equipamentos pelo país "faça o seu trabalho de uma forma profunda" e correta.

"Que se deixe a essa comissão o trabalho para planear, mapear, para depois isso ser discutido", frisou.

Fernando Ruas admitiu, no entanto, estar preocupado, porque houve antecedentes e esta é "a fase de um novo período em que sucessivamente se foram retirando coisas ao interior", levando a "uma desertificação mais acelerada".

A nova proposta de reorganização do mapa judiciário prevê a extinção de 54 tribunais e a criação de 27 extensões judiciais no país, segundo o documento a que a agência

Nove destes tribunais situam-se no distrito de Viseu. Fernando Ruas admitiu que, se o tribunal do seu concelho estivesse na lista, "também faria protesto".

O autarca disse que não estará na concentração de protesto agendada para o dia 28, em Lisboa, devido a uma deslocação ao estrangeiro, mas que pelo menos dois vice-presidentes da ANMP irão participar.

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