Europa tem de perceber que Portugal precisa de apoios

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, defendeu hoje que a Europa "tem de perceber" que "Portugal e os países em dificuldades" precisam de recorrer a apoios ao investimento, nomeadamente para a reindustrialização.

"A Europa tem de perceber que Portugal e os países em dificuldades precisam da possibilidade de ter apoios para o investimento. Portugal e os países em dificuldades precisam de apoios à reindustrialização. Sem indústria não há emprego e sem emprego não há Europa", defendeu Álvaro Santos Pereira.

Nas jornadas parlamentares conjuntas entre PSD e CDS-PP, realizadas na Assembleia da República, em Lisboa, o ministro passou em revista a atividade do Ministério da Economia e, com base nesse diagnóstico, anteviu "um 'boom' do setor mineiro, do petróleo e do gás".

"Podem ter a certeza que nos próximos anos um dos setores mais dinâmicos da nossa economia será o setor da geologia e o setor mineiro. Vamos ter centenas de milhões de euros em Portugal de investimento. Iremos ter um 'boom' do setor mineiro, do petróleo e do gás", afirmou.

Para Álvaro Santos Pereira, "a Europa tem que voltar a ser grande e para ser grande tem que pensar grande e para pensar grande precisa de se reindustrializar, precisa de combater os burocratas que andam a impedir o investimento".

A Europa "precisa de pensar as suas políticas de uma forma mais racional defendendo as suas indústrias, as suas empresas, em vez de estarmos preocupados com regras demasiado técnicas e teóricas e tecnocráticas sem pensar nas pessoas e sem pensarmos na política", argumentou.

Segundo o ministro da Economia, "Portugal liderou e está a liderar ao nível das reformas estruturais económicas".

"Ninguém na Europa fez tantas reformas ao nível da Economia como nós fizemos, estamos a liderar na política de reindustrialização, estamos a liderar na agenda de crescimento", afirmou.

Após a intervenção do ministro da Economia, a ministra da Agricultura e do Ambiente, Assunção Cristas fez igualmente um 'retrato' das suas áreas, com especial destaque para o setor agrícola, agroindustrial e florestal.

Assunção Cristas assinalou que, pela primeira vez, haverá linhas de crédito de pequenas e médias empresas abertas ao setor agrícola e referiu que com estas ajudas poder-se-ão "manter as boas notícias" do aumento de exportações no setor, que cresceu globalmente 13 por cento e em áreas como as dos frescos mais de 16 por cento.

"Por mês, instalam-se na agricultura 240 jovens agricultores", apontou a ministra, que aludiu igualmente à bolsa de terras, prevendo delegar em Alqueva a primeira daquelas bolsas.

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